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Esclarecimentos sobre alongamento dos custeios 2018
Publicada dia 24 de Novembro de 2017 às 11:16:31

Primeiramente, impende ressaltar que o alongamento dos aludidos vencimentos dos contratos de custeio ao longo do ano se revelou medida fundamental, no sentido de minimizar os possíveis e negativos efeitos da baixa liquidez de mercado (mercado sem comprador), evitando o aumento considerável da inadimplência do setor arrozeiro.

Como em outros arranjos produtivos, o sistema financeiro (Banco do Brasil, Sicredi, Banrisul, Caixa Econômica Federal e outros) também fazem parte da denominada cadeia produtiva, formando um complexo negocial juntamente com produtores, indústrias, fornecedores de insumos, etc.

O arroz é um cultivo de elevado desembolso e de complicado fluxo de caixa, e portanto, o financiamento da atividade revela-se fundamental.

A Federarroz tem demonstrado capacidade de diálogo e negocial, oportunidade em que as relações de confiança foram determinantes para ações como as do alongamento de custeio ocorridas nesse ano e no passado.

Não se pode esquecer que o setor produtivo vem enfrentando seguidas adversidades climáticas e recentemente uma dura e acentuada queda nos preços, muito abaixo do custo de produção.

Apesar disso, vale ressaltar que a política agrícola é elaborada em Brasília (DF), especificamente o Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), e o sistema financeiro, que inclui o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, somente executa a referida política agrícola, inclusive com responsabilidades ao adequado emprego e recolhimento dos recursos oficiais disponibilizados.

A Diretoria Executiva da Federarroz identificou expressivo aumento de demanda de produtores solicitando cartas padrão recorrendo ao Manual de Crédito Rural (MCR) devido a constatação, por parte do próprio produtor, que não será possível cumprir com as obrigações contratadas, no caso do custeio alongado, financiamentos de máquinas e equipamentos e/ou prorrogações anteriores.

Portanto, diante da atual dificuldade, a Federarroz percebe que existe a necessidade de enfrentamento imediato da conjuntura totalmente degradante que o setor vem enfrentando, principalmente pela falta de competitividade em relação ao Mercosul, e solicita aos produtores que colaborem para que possamos obter aferição da real capacidade de pagamento dos mútuos agrários dos orizicultores junto ao Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) na atual safra.

Assim, solicitamos que aqueles que não reunirem as condições financeiras para saldamento dos contratos rurais com vencimento próximos, informem imediatamente aos agentes financeiros da impossibilidade do adimplemento apresentando carta padrão disponível no site da Federarroz, conforme o enquadramento particular (Link: http://www.federarroz.com.br/pdf/carta-prorrogacao.pdf).

Ressalta-se, de plano, que o Manual de Crédito Rural (MCR) ampara eventuais pedidos de prorrogação a ser apresentados pelos produtores de arroz no atual cenário, haja vista os preços muito abaixo dos custos de produção praticados no livre mercado.

Sugerimos que as associações de arrozeiros do Estado organizem movimentos de protocolo conjunta de Cartas no Estado.

A Federarroz mantém seu corpo administrativo e jurídico disponível para colaborações de quaisquer natureza.

Limitado ao exposto, renovamos votos de apreço.

Atenciosamente,

Henrique Osório Dornelles
Presidente

Anderson Ricardo Levandowski Belloli
Diretor - Advogado
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