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O lançamento oficial da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz foi realizado nesta segunda, dia 27 de agosto, no espaço do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), na Expointer, em Esteio (RS). Em 2019, o evento ocorre de 20 a 22 de fevereiro, na Embrapa Terras Baixas, em Capão do Leão (RS). O município integra a região da zona sul gaúcha, onde são cultivados 170 mil hectares de arroz. O evento contou com a presença de representantes de entidades como Irga, Farsul, Fetag e Embrapa.

O evento, que comemora os 30 anos da Federação dos Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), apresentará como destaque das temáticas “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”. Com 33 vitrines tecnológicas, os orizicultores terão a oportunidade de obter informações como melhoria de produtividade e racionalização de custos na propriedade. A tradicional distinção com a Pá de Arroz será entregue a 13 personalidades de destaque no cenário da orizicultura.

O vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destacou que a cultura do arroz representa 2% do ICMs e da qual dependem mais de 130 municípios. Nesse sentido, o dirigente defendeu a manutenção do Irga, o repasse da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) e a valorização dos técnicos da instituição. Alexandre Velho acredita que haverá uma redução de 10% na área da lavoura orizícola no Rio Grande do Sul. Para ele, a próxima safra deve ficar entre 7,5 e 8 milhões de toneladas.

Em relação ao ICMS, Velho afirma que a guerra fiscal aumenta a importação do Mercosul. “Deixamos de vender para outros Estados e esse espaço, que era para ser do Rio Grande do Sul, acaba sendo ocupado por outros e pelo Mercosul”, destacou. Na questão da renegociação das dívidas agrícolas, O dirigente disse que cada produtor deve procurar a sua agência bancária. “Essa remuneração do BNDES envolve uma taxa maior e pode ocasionar um problema ainda mais grave”, destacou. O vice-presidente da Federarroz ainda reivindicou uma igualdade de competitividade em relação às leis ambientais. “Existe uma cobrança muito grande em relação às investigações de produtos”, avaliou. “Os lavoureiros importam produtos que não temos autorização para usar aqui no Brasil.

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz é uma realização da Federarroz com apoio da Embrapa e do Irga.

Foto: Fagner Almeida/Divulgação