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Lideranças do setor mantiveram audiência com o Ministério da Agricultura, direção do Banco do Brasil e técnicos da Fazenda

Confiantes com a declaração da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, manifestada na visita ao estado no último sábado (28/11),… “Não faltará verba do governo federal para o RS” o Setor Produtivo Arrozeiro do Rio Grande do Sul representado pela Federarroz, Irga e Farsul, acompanhados do Secretário da Agricultura, João Carlos Machado e parlamentares federais e estaduais Gaúchos, solicitaram ao Ministro da Agricultura a liberação de crédito emergencial para atendimento de 100% da demanda para conclusão do plantio da safra 2009/2010, condição fundamental para a garantia do abastecimento interno. Em complemento ao documento da semana passada, além dos recursos emergenciais solicitados, foram sugeridas adequações ao Seguro Agrícola, desoneração de tributos federais, anexado um dossiê contendo fotos e vídeos de todas as regiões produtoras mostrando os prejuízos, como lavouras submersas, barragens rompidas, estradas, pontes e instalações rurais danificadas e projeção de redução de 1 milhão de toneladas para a safra em curso.

Entre as reivindicações apresentadas pela comitiva está a liberação de R$ 100 milhões para replantio, R$ 60 milhões para o plantio das áreas alagadas e mais R$ 60 para recuperação de barragens e instalações rurais, totalizando R$ 220 milhões, mas a expectativa é que toda a demanda por recursos seja atendida.

Durante a audiência, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), representante do setor no Congresso Nacional, manifestou que a situação dos produtores do Rio Grande do Sul é critica e precisa da intervenção federal. “O governo precisa disponibilizar, com urgência, dinheiro para amenizar o problema e possibilitar o cultivo do cereal que ainda não foi plantado”, evidenciou. Levantamento da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio grande do Sul (Federarroz) e do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) estima que área a ser replantada no estado seja de no mínimo de 70 mil hectares, enquanto outros 320 mil hectares aguardam serem semeados. De acordo com o setor, a quebra da safra gaúcha já é superior a 15%. Atento ao relato, Stephanes prometeu discutir as reivindicações com a área técnica da Pasta e o Ministério da Fazenda. O Banco do Brasil, presente na reunião, já sinalizou com a possibilidade de refinanciar os custeios e liberar recursos para investimentos. A forma de operacionalização e a criação de uma força tarefa para realizar as vistorias do seguro será debatida na superintendência da instituição em Porto Alegre, nesta quinta-feira a tarde. Em outra reunião no Ministério da Fazenda, a comitiva solicitou a ampliação do teto para a cultura do arroz, viabilizando a tomada de mais recursos pelo produtor.

Outro encontro previsto para ser realizado na Secretaria Estadual de Agricultura, até sexta-feira (4), reunirá bancos privados, Banrisul e Sicredi, onde serão pleiteados recursos para o replantio do arroz para outros produtores. O Presidente da Federarroz, Renato Rocha, considerou produtivos todos os encontros mantidos, e entende que as entidades fizeram sua parte, ou seja, no sentido de alertar o Governo para a gravidade da situação e da urgência que as medidas necessitam, pois o RS ainda representa mais 60% da produção do país, e o arroz é considerado em produto de desenvolvimento regional e de segurança alimentar. Participaram da audiência os Dep. Federais, Luis Carlos Heinze, Afonso Hamm e Cláudio Diaz e os Dep. Estaduais Alceu Moreira e Frederico Antunes.

Imprensa Federarroz

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