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Em reunião no MAPA, entidade obteve informações sobre a expectativa da liberação de mais recursos para assegurar a comercialização

Em reunião nesta terça-feira com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Gerardo Fontelles, o presidente da Federarroz Renato Rocha recebeu garantias de que o governo federal manterá os mecanismos de comercialização com o objetivo de assegurar a dignidade dos preços pagos ao produtor de arroz. Segundo Rocha, Fontelles informou que a antecipação dos contratos de opção dos sete leilões já realizados para setembro deve ser assegurada pelo governo federal nos próximos dias, considerando que os recursos já estão orçados e direcionados para este fim.

Acompanhado do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), do presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa Gaúcha, Edson Brum, e do representante da Associação Brasileira da Indústria do Arroz, Vilmondes Olegário, Renato Rocha protocolou documento da Cadeia Produtiva no MAPA onde reitera a demanda por recursos para os mecanismos de comercialização e sustentação de preços do arroz para o Rio Grande do Sul, responsável por mais de 60% da produção nacional. Foram solicitados R$ 200 milhões para converter em 300 mil toneladas de arroz em contratos de opção, com vencimento em novembro e referência de preço em R$ 30,85 a saca, e outros R$ 50 milhões para PROP (prêmio de risco para aquisição de produto agrícola) equivalente a 500 mil toneladas. A Cadeia Produtiva sugeriu ainda a retomada dos leilões quinzenalmente, com volumes entre 50 e 70 mil toneladas.

Fonteles disse ainda que a retomada dos mecanismos depende do anúncio, até o final desta semana, da liberação de R$ 2,2 bilhões do Ministério da Fazenda que dará suporte aos programas e mecanismos de comercialização de alimentos do MAPA e Conab. Segundo Renato Rocha, há sinalização positiva Governo para liberar os recursos. “As cadeias produtivas e a bancada ruralista estão pressionando muito para que estes valores sejam liberados o mais rápido possível”, afirma. Ele considera que uma referência de contratos de opção a R$ 30,85 é importantíssima para a recuperação dos preços do arroz, que já caíram nas ultimas semanas. “Há uma grande mobilização e expectativa da indústria em torno do PROP, como forma de garantir também a competitividade nas exportações, em razão da desvalorização do dólar e sua relação com os preços internos”, revela.

Rocha ainda justificou a necessidade da recuperação dos preços no mercado, pois os produtores terão que dispor do arroz da safra 2008/2009 para saldar os compromissos que começam a vencer: custeio da safra passada, EGFs, investimentos, programas de renegociação de dívidas históricas, como Pesa e Securitização além dos custeios e investimentos alongados. Estes fatores obrigam o arrozeiro a ofertar a matéria-prima. “Só que não podemos esquecer que o mercado hoje paga R$ 26,00 a R$ 27,00 por uma saca de arroz que custou R$ 33,00 para ser produzida”, avisa. Para ele, a audiência foi muito positiva, pois o setor marcou presença e obteve detalhes importantes sobre os próximos passos do governo federal em favor da comercialização de grãos no País.

Imprensa Federarroz